terça-feira, 23 de maio de 2017

Diário de uma ansiosa

Resolvi abrir esse espaço no blog para relatar dias em que a ansiedade me toma por inteira. Hoje, 23 de maio de 2017, estou completamente incapaz de fazer qualquer coisa que eu queira.

Acordei tarde, mesmo tendo ido dormir em um horário ok.
Hoje já chorei, uma mensagem não respondida me trouxe à tona questões psicológicas problemáticas causadas pela ausencia do meu "pai".
Queria fotografar algo, mas só consigo ficar deitada vendo fotos no instagram, e triste em ver imagens tão belas do mundo e de vidas (pelo menos online) interessantes, sendo que a minha... é isso.
Não consigo almoçar, nem comer nada.
Tomei um café e isso foi o ponto alge do meu dia.
Já estou pensando que terei que ir a aula hoje e o fato de ter que sair de casa já me aflinge.
Não sei o motivo de estar assim, simplesmente estou.
Minha auto estima, em dias assim, nem sequer existe. Evito me olhar no espelho.
Parece que tudo contribui para meu tédio fadigado. Nenhuma interação nas redes sociais, ninguém em casa, nem sequer meus gatos estão animados.
Tudo está quieto e solitário.
A única coisa boa é saber que uma hora isso vai passar.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Procrastinação



  1. substantivo feminino
    ato ou efeito de procrastinar; adiamento, demora, delonga.

Eu tenho muita dificuldade em tirar minhas ideias do âmbito das ideias e trazê-las para o mundo real. Todo dia com um surto de ideias criativas, devidamente anotadas com uma certa empolgação na ponta dos dedos é logo esquecida. Não totalmente, sei que quero fazer aquilo mas nunca faço. "Ah, vou esperar voltar da viagem.", "Vou esperar até pagar aquela conta!", "Sério, mês que vem, quando eu receber vou colocar tudo isso em pratica!"
Nunca acontece.
Não, na verdade tem as raridades. As vezes, depois de muio procrastinar eu consigo finalmente, do nada, botar na prática.
Vai de coisas bem simples como, por exemplo, uma postagem aqui no blog, o adiantamento de um trabalho da faculdade, ou colocar as roupas que eu não uso mais no grupo de vendas e trocas da minha cidade. Mas tem tabém coisas mais complexas, como fazer um curso online de inglês, um documentário do meu dia a dia, uma dieta, etc.
Como posso lidar com isso? Ou melhor, como posso cancelar isso na minha vida.
Como simplismente...
FAZER
?

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Do interior para o sonho: Dois dias de loucura, ou melhor, Lollapalooza!

Começou na metade de  2016, em uma conversa empolgada sobre o festival minha amiga disse "Vamos?" e eu afrmei que iríamos. Depois de um "toca aqui!", de repente era março de 2017 e estávamos em um avião rumo à São Paulo.

Tudo passou muito rápido, o desespero para pagar o ingresso, a compra das passagens de ultima hora da minha amiga, as pessoas que chamamos para ir mas que acabaram não indo, o line up e minha emoção ao saber que eu iria ver The Weeknd. Planejei cada dia, e tudo deu mais que certo!
Chegamos em São Paulo sem a mínima ideia de que iriamos pegar ônibus e metrô logo de cara, achávamos que um uber seria o sulficiente para chegar no hostel. Em Guarulhos, até Vila Madalena, ficaria no mínimo uns 70 golpes. Sabe quanto pagamos ao final? R$ 9,00. Tudo graças ao dono do hostel, que salvou nossas vidas ao explicar como pegariamos o ônibus até o metrô, claro que chegando no metrô foi tudo mais complicado, então encontramos um japonês gente boa que nos explicou passo a passo e ainda nos acalmou com suas dicas turísticas em um papo super divertido. Só sei que ao fim de quatro dias pegando metrô, ônibus e trem, até brincavámos que éramos verdadeiras paulistas. 

O FESTIVAL

Os palcos são relativamente pertos, no primeiro dia fui em três e vi vários shows, a energia é algo inexplicável, só indo pra sentir. Mas o cansaço, aaahhhh!
No último show eu já não sabia mais como estava conseguindo ficar em pé, ficar de um palco para o outro é muito mais cansativo do que ficar o dia todo em um, como foi meu domingo.
Domingo era dia dele, Abel, famigerado The Weeknd. Fui correndo para a grade do palco Onix assim que cheguei, meio dia, calor exorbitante, pouca água, mas tudo valia a pena. Vi show de três bandas que não conhecia mas adorei. Quando começou a escurecer, eu e minhas amigas de grade (conheci meninas maravilhosas durante o tempo na grade, loucas pelo Abel, como eu), começamos a ficar extremamentes ansiosas para o show. Atrasou alguns minutos, mas de repente lá estava ele. Foi tudo maravilhoso, não tenho nem palavras para descrever a sensação de ir no show de alguém que você gosta muito, só digo que: se algum dia você tiver a mínima possibilidade para viver essa experiência, a agarre e lute por ela.

A VOLTA

Depois da loucura que foi o festival, na segunda demos uma volta pela Paulista e Augusta, lugares lindos, botecos de novela, tudo encantador. O cansaço foi algo incontrolável, que nos atrapalhou muito, logo voltamos para o hostel, pois depois teríamos que pegar metrô, ônibus tudo novamente a caminho de Guarulhos. Muito céu e estrada pela frente, morar no interior é isso.
São Paulo eu te amei, e quero voltar logo, logo. Quem sabe Lollapalooza 2018, Vamos?






















                                                                                                                                Vamos!