O dia está quase amanhecendo e eu ainda não dormi. Normal.
Crises de ansiedade é não conseguir fazer absolutamente nada e se sentir péssimo por algo que você não tem lá muito controle. É uma agonia estúpida que invade o peito, tira o ar, te sufoca e te deixa estabilizado, sem saber o que fazer a seguir, e se sabe o que precisa fazer você simplesmente não consegue. É algo que suga todas as suas forças.
Segue em anexo O Conto.
Me sinto como que em um cubo, presa, o ar vai diminuindo conforme o tempo vai passando, o cubo vai se comprimindo. O cubo gira longe de tudo, estou afastada do mundo, consigo ouvir ruídos sem entender, devo estar em baixo d'água, mas não, estou em minha cama. Os pensamentos me afligem, dizem o que preciso fazer. O corpo continua estabilizado. Os olhos inchados, o peito em chama, o ar ainda falta.
Penso sobre tudo no mesmo instante, o fato de não conseguir fazer tudo o que quero me agride. Não é um simples anseio, é como se o tudo estivesse se afastando e minhas mãos dançassem no ar enquanto ocorria. É desespero abafado, não dito, calado.
Um peso dentro de mim, me segura, me embala, suga minhas forças. Estou agachada, em minhas costas a ansiedade se apoia. O cair, ou não cair é esse agora. Os sentimentos que me fazem suportar. A tensão não é nem mais sentida, tudo é afastado, bloqueado, só sinto o cubo.
O ar voltou, passou um pouco o desespero e agonia. Passou a madrugada em claro. Vem um sono forte, são 06:00h provavelmente.

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